quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Andamento do Orçamento do Estado 2017 no 1º semestre

Publicada hoje a conta provisória do OE2017 de Janeiro a Junho.
O mapa respeitante à situação quanto ao uso dos duodécimos mostra que só houve 2 Ministérios que excederam os seus duodécimos: os da Saúde e do Ensino Superior.
Todos os outros ficaram aquém.
  O da Defesa gastou menos cerca de 235,5 milhões, o que é 22,43% a menos do que o orçamentado para o semestre.
  No total, gastou-se menos 30,35% do que o orçamentado para o semestre.
A J Nunes da Silva

sexta-feira, 28 de julho de 2017

IASFA


Diretor do Centro de Apoio Social de Runa (CASRuna), que integra o IASFA, apresenta a demissão
Dia de festa em Runa.

Na primeira fila, o Conselho Diretivo (CD) do IASFA na companhia dos convidados, muitos deles civis.
O Diretor do CASRuna (um oficial), no uso da palavra, faz um retrato da falta de recursos com que se debate, obviamente que dirigido, em público, ao CD/IASFA e, na sequência do ocorrido, apresenta a sua demissão.
Mais uma demissão, entre várias outras, por sinal, desde que a Vogal do Conselho Diretivo se apresentou no inicio de 2015, ficando a desempenhar funções em regime de substituição – que só seria válido por 90 dias! – sem que a situação fosse alterada desde então.
Demissões entremeadas com inúmeros regressos aos Ramos, todos de oficiais, determinadas unilateralmente por quem detém o poder.
Oficiais que vêm sendo substituídos por civis, o que acrescentou os custos a suportar pelo IASFA em qualquer coisa como um milhão e meio de euros/ano.
Não haverá ninguém que se debruce sobre o que se passa? Que diz o MDN de uma situação de todo em todo inaceitável?
As Relações Públicas da AOFA

quinta-feira, 27 de julho de 2017

CTEN AN REF JOSÉ ANTÓNIO SOUSA e SILVA



Por muito que façamos, não conseguimos habituar-nos a esta lei da vida que vai ceifando camaradas e amigos com os quais tivemos um convívio que nos marcou pelos melhores motivos. O Sousa e Silva era um excelente camarada, que se afirmava pelo seu elevado valor intelectual e grande liberdade de espírito, qualidades que só alguns eleitos conseguem reunir. Sendo certo que a saúde lhe impôs algumas limitações, ele conseguia superá-las com uma vivacidade de espírito e uma entrega aos ideais que são apanágio dos grandes. Não deixa apenas saudade; deixa, para ficar perenemente connosco, um exemplo marcante de inquietação intelectual e alto sentido do bem comum. Deixa um profundo respeito pelo homem que foi. Quem tudo isto deixa não morre; vive de outra maneira, na medida em que é incompatível com o esquecimento.
"O Navio... desarmado" apresenta condolências à Família enlutada e aos seus amigos e camaradas, em particular aos do curso "Nuno Tristão".

quarta-feira, 26 de julho de 2017

CTE JOSÉ ANTÓNIO SOUSA e SILVA
Ao fazer a minha "volta" por blogues que prezo dei de caras com uma notícia indicando que este nosso camarada de armas terá falecido. Alguém pode confirmar?
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

Os tics do simplex

 Um SIMPLEX na burocracia é sempre bem-vindo mas...
  Quando a imaginação é demasiado fértil...
   Corre-se o risco de criar uma “torre de Babel”, misturando alhos com bugalhos.
  Tudo será muito fácil e “transparente”, até na Defesa Nacional, com informação privilegiada para amigos e... inimigos!
  Esperemos ainda que o “SIRESP” que a concretizará não sofra de congestionamentos, de hackers, de vírus e de... algum apagão!
               António José de Matos Nunes da Silva
                            

Diário da República, 1.ª série — N.º 143 — 26 de julho de 2017
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Resolução do Conselho de Ministros n.º 108/2017
O Programa do XXI Governo Constitucional assumiu como um dos seus vetores renovar e estender o programa Simplex a todo o setor público, com a criação de medidas que requerem um suporte eficaz, através de infra-estruturas tecnológicas, para a sua operacionalização, nomeadamente ao nível das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) do setor público.
..................................................................................................
Assim:
Nos termos do n.º 16 da Resolução do Conselho de Ministros n.º 33/2016, de 3 de junho, e da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 — Aprovar a Estratégia TIC 2020 e o respetivo Plano de Ação, apresentados pelo CTIC, que consta do anexo I à presente resolução, que dela faz parte integrante.
2 — Aprovar os Planos Setoriais, apresentados pelo CTIC, que constam do anexo II à presente resolução, que dela faz parte integrante.
...........................................................................................................
PROJETOS ESTRATÉGICOS
DEFESA NACIONAL
• Federação de service desk das entidades da defesa;
• Federação de identidades;
• Apoio à tomada de decisão;
• Portal das instituições da memória da defesa nacional;
• Capitania online.

Pode consultar o detalhe do Plano Setorial desta área governamental em https://tic.gov.pt/ctic/ministerios/mdn

Federação de service desk das entidades da defesa
Descrição sumária e principais objectivos

• Integrar os processos de service desk e respetivas plataformas, de forma a homogeneizar o catálogo de serviços comuns e tornar transparente para o utilizador o local onde o incidente por ele caracterizado é solucionado.

Principais benefícios para o Estado, cidadãos e empresas
• Capacidade de resposta a incidentes e a pedidos de serviço;
• Adoção de procedimentos comuns nas várias entidades da defesa.

Federação de identidades
Descrição sumária e principais objetivos
• Incrementar a segurança digital através da utilização de mecanismos de federação de identidades no acesso a aplicações disponibilizadas transversalmente ao universo de utilizadores da defesa nacional.

Principais benefícios para o Estado, cidadãos e empresas
• Implementação da gestão do ciclo de vida dos utilizadores, incluindo a definição de uma matriz de perfis, que permita a segregação das respetivas funções no ecossistema de serviços TIC.

Apoio à tomada de decisão
Descrição sumária e principais objetivos
• Integrar de forma progressiva os modelos de apoio à decisão, em utilização na secretaria-geral e nos ramos disponibilizando serviços transversais e capacidades locais para serviços específicos em cada organismo.

Principais benefícios para o Estado, cidadãos e empresas
• Capacidade de apoio à tomada de decisão, nomeadamente na monitorização online dos ciclos financeiro e logístico e na gestão dos recursos humanos, de acordo com as necessidades operacionais;
• Disponibilização de capacidade de business intelligence para utilização mais eficaz da informação registada nos Sistemas de Gestão da Defesa (ERP).

Portal das instituições da memória da defesa nacional
Descrição sumária e principais objetivos
• O portal tem por objetivo a integração dos conteúdos dos arquivos, bibliotecas e museus da defesa nacional num catálogo coletivo comum, utilizando uma mesma solução de pesquisa para as três vertentes. (Suporte à medida #188, Simplex+ 2016)

Principais benefícios para o Estado, cidadãos e empresas • Melhoria da qualidade da informação e dos serviços prestados e aproximação da AP aos cidadãos e empresas;
• Atendimento ao utilizador mais eficaz ao privilegiar a comunicação via informática ou através de terminais automáticos.

Capitania Online
Descrição sumária e principais objetivos
• Consolidar a capitania online como balcão único da Autoridade Marítima Nacional, prevendo a desmaterialização e a prestação digital de serviços de forma integrada, com recurso à identificação eletrónica e à plataforma de
integração iAP. (Suporte à medida #63, Simplex+ 2016)

Principais benefícios para o Estado, cidadãos e empresas
• Acesso à informação, através da disponibilização de um ponto único de pesquisa online, dos diferentes sistemas documentais e patrimoniais da defesa nacional;
• Valorização do passado das instituições de memória
(arquivos, museus e bibliotecas).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS

A COMPLEXIDADE dos DESAFIOS e a CONDIÇÃO MILITAR
O Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI) promoveu ontem ao fim da tarde um evento para apresentação de um livro que o GREI pretende seja "....simplesmente um documento de divulgação e esclarecimento". 
O livro tem por título as frases supra.
Fui um dos muitos convidados, e sentado estive a ouvir algumas personalidades que compunham a mesa.
O GREI deu a presidência da mesa ao general Ramalho Eanes e, para além de proeminentes elementos dos corpos sociais da associação, falaram e por esta ordem, o presidente da mesa da assembleia geral do GREI, o Professor Adriano Moreira que prefaciou a obra, e o Dr Jaime Gama que se encarregou da apresentação do livro.
Nos inúmeros convidados (a sala do Museu Nacional de Arqueologia estava a abarrotar) havia de tudo, desde muitos políticos conhecidos da nossa praça como Jorge Coelho ou o actual e inefável presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a pensadores ilustres como Joaquim Aguiar, professores catedráticos, muitos militares do activo na reserva e na reforma, chefes militares trajando à civil ou uniformizados, ex-chefes militares, muitos militares dos três ramos das FA, etc.
Tal como referiu Jaime Gama a dada altura, há militares que ao longo do tempo escrevem apenas o estritamente necessário, outros que não escrevem, outros são ausentes.
Pela minha parte, também a propósito deste livro que ontem comecei a ler, não incorporo os ausentes.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

Museu de Marinha?

Na entrada do Museu dos Coches está patente este cartaz do Património Cultural -Direcção Geral do Património Cultural alertando para o que se pode visitar naquela zona de Belém (Lisboa). O Museu de Marinha, na mesma zona, não está ali incluído. Não faria sentido ali o assinalar e recomendar (mesmo que em côr diferente dado não estar dependente daquela Direcção-Geral)? Não deve ser recomendada a visita a este nosso valioso espólio do Património Nacional e Cultural?

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A Batalha do Cabo Matapão


Fotografia da mesa da sessão cultural conjunta evocativa do Tricentenário da Batalha Naval do Cabo Matapão. 1717-2017 promovida pela Secção de História, associada à Secção de Estudos Luso-Árabes, que se realizou no dia 17 de Julho de 2017, pelas 17h00, no Auditório Adriano Moreira, com o seguinte Programa:
“Em socorro da Cristandade. A Batalha de Matapão nas relações diplomáticas de Portugal com a Santa Sé”
Prof.ª Doutora Ana Leal de Faria
“A participação da Armada Real Portuguesa na Batalha do Cabo Matapão - navios, homens e estratégia naval”
Comandante José António Rodrigues Pereira

quinta-feira, 13 de julho de 2017

FORÇAS ARMADAS (FA). Do seu emprego.

Aconteceu Tancos, infelizmente, e manifestam-se por aí nos vários OCS as teorias mais diversas.
Por mim, respeitando como sempre opinião de outrem, e admitindo também como sempre que posso estar a ver mal a coisa, a probabilidade de não ter havido furto nenhum/ assalto, é elevadíssima.
A probabilidade de haver de há longo tempo um problema de inventários/ cargas de material, principalmente mas não só, por não abate em tempo devido de material utilizado ao longo do tempo, é elevadíssima.
Fere valores, consciências? 
Mas é bem capaz de ser a triste realidade.
No título falo do emprego das FA, e Tancos não se insere bem nisso, mas abordo a questão mais como introdução para apontar a uma coisa que para mim sempre foi evidente desde os tempos de jovem oficial em Draga-Minas e Patrulhas. 
Há que guardar os paióis, no caso, o de armamento ligeiro e respectivas munições, lá bem em baixo no bojo dos navios.
E os paióis foram guardados nas fragatas e na corveta onde prestei serviço. E foi guardado o do extinto Centro de Instrução de Minas e Contramedidas.
Há que guardar os paióis. 
O lamentável episódio de Tancos é culpa exclusiva de militares. Ponto. 
Militares que não foram empregues, como era mandatário.
O vergonhoso desinvestimento nas FA, repito, VERGONHOSO, e que começou sobretudo em 1991, e acelerando sempre, é outra coisa, é uma questão de fundo, é um problema nacional, a que os políticos nada ligam, a não ser para cortar verbas e espezinhar e desconsiderar os militares, que ao longo dos anos têm dado uma boa ajuda aos políticos.
Não justifica o triste episódio.
E o PR foi lá de rompante. 
Como deve ter ficado ao constatar o que viu? 
Sim porque em visitas de rompante não dá para limpar e pintar à pressa, para esconder coisas, para por exemplo entaipar coisas e áreas, e menos ainda decrépitas torres de vigia e instalações ultra degradadas.
Mas a minha questão é o emprego das FA. 
Não vou referir-me á missão primeira.
Mas nesta bovinidade e adormecimento generalizado, neste pântano que vem de muito detrás e em que insistem em nos  continuar a anestesiar com futebol em todos os canais, aposto que várias coisas passam completamente ao lado da maioria dos portugueses.
Em primeiro lugar, o nível muito elevado de perigosidade com que diariamente se confrontam os militares do Exército destacados em África. Preocupantes notícias chegam periodicamente. 
Infelizmente já tivemos uma baixa mortal. 
Da parte deste governo (o comportamento de anteriores nunca diferiu muito) ZERO. Ou estou distraído?
Como ficou a família daquele militar?
Em segundo lugar, e na fase cada vez mais ensandecida em que está o mundo, é para mim evidente que num País como o nosso, as FA podem e devem ser empregues em complementaridade de serviços,  instituições e organizações civis. A solicitação destas.
E temos o belo exemplo da PJ que a seu pedido é periodicamente apoiada pela Marinha e pela Força Aérea.
E tivemos o apoio das FA na tragédia iniciada em 17 de Junho no centro do Continente. 
E temos agora, segundo parece, a ANPC a pedir apoio ás FA para contribuir para patrulhamento de vastas áreas, para mais rápida detecção de ignições em terrenos, matos, florestas.
Coisas a que a esmagadora maioria dos meus concidadãos não liga nenhuma. 
Oxalá eu estivesse enganado.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

terça-feira, 11 de julho de 2017

CONSELHEIRO JACINTO CÂNDIDO
O conselheiro Jacinto Cândido deixou uma marca muito relevante na instituição Marinha, a qual me dispenso de recordar.
A Câmara Municipal de Penamacor homenageou este homem ilustre em 1958.
Agora, a mesma autarquia, voltou a estabelecer um novo programa de homenagem a este ex- Ministro da Marinha, para o que pode contar com a participação/ colaboração da Marinha. O almirante CEMA fez-se representar, 2 ex-CEMA estiveram igualmente presentes, além de alguns oficiais no activo e outros na reserva e reformados. Um momento alto foi o concerto magnífico da Banda da Armada, de um pouco mais de 90 minutos.
Entre as minhas andanças entre a Beira Alta e a Beira Baixa arranjei espaço na agenda pessoal para chegar a Penamacor um pouco antes das 1700 horas do passado dia 9 de Julho, e desfrutar. Deixo uma amostra.










António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

terça-feira, 4 de julho de 2017

Tancos

  Segundo informa a comunicação social o sistema electrónico de vigilância dos paióis de Tancos está inoperativo, avariado há 2 anos, desde 2015.
  Disse o MDN que vai ser substituído este ano, conforme a Lei de Programação Militar. Vai, ainda!
  Mas esta Lei, que substitui a de 2006, foi aprovada em 2015 em governo de PSD/CDS (Lei Orgânica n.º 7/2015 de 18 de maio). E suas verbas até foram cativadas em 33,44% em 2015, conforme consta no OE2015.
  Só no OE2016, já da responsabilidade deste Governo, é que as verbas da Lei de Programação Militar deixaram de ter cativação.
  Que moral têm Passos Coelho e Assunção Crista, ao assacarem culpas políticas a este Governo e a pedir até ao PR a demissão de Ministros, quando fizeram parte do Governo que promoveu a protelação por tanto tempo da existência de um sistema de vigilância electrónica de protecção aos paióis de Tancos?
                              António José de Matos Nunes da Silva
                                          
OE 2015 (Lei n.º 82-B/2014 de 31 de Dezembro):
Artigo 23.º
Dotação inscrita no âmbito da Lei de Programação Militar
Durante o ano de 2015, a dotação inscrita no mapa XV, referente à Lei de Programação Militar, é reduzida, relativamente aos montantes constantes na Lei Orgânica n.º 4/2006, de 29 de agosto, em 33,34 %, como medida de estabilidade orçamental.

OE 2016  (Lei n.º 7-A/2016 de 30 de Março):
Artigo 3.º
Utilização condicionada das dotações orçamentais
1 — Sem prejuízo do disposto nos n.os 7 e 15, apenas podem ser utilizadas a título excecional, mediante autorização do membro do Governo responsável pela área das finanças, as verbas a seguir identificadas:
......................................................................................
2 — Excetuam -se da cativação prevista no número anterior:
f) As dotações previstas na Lei Orgânica n.º 7/2015, de 18 de maio (Lei de Programação Militar), e na Lei Orgânica n.º 6/2015, de 18 de maio (Lei das Infraestruturas Militares).

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Degradação do IASFA continua

  Julguei que o incumprimento da Lei da Condição Militar tinha terminado com a substituição da equipa Aguar Branco – Berta Cardoso – Passos Coelho – Portas -M. Luís Albuquerque.
 Que, por conseguinte, o IASFA, que “batera no fundo” com essa equipa, recuperaria o que perdera na sua função de apoio à família militar, em especial aos que já estão em fim de vida.
  E, note-se que, além do contributo que dou para o Serviço Nacional de Saúde através dos impostos que pagamos (IRS, IVA, IMI, etc.), desconto 3,5% da minha pensão bruta (5,6% da líquida) para a ADM (Assistência na Doença) dependente do IASFA, obrigatoriamente e por decisão da equipa acima mencionada.
  Mas não, o IASFA continua piorando, embora tal já parecesse impossível, face a tanta degradação efectuada na sua assistência!
 Hoje tentei fazer análises de sangue e urina ao SAMED do CASOeiras do IASFA. Onde, alguns dias antes, mostrara as receitas para levar um copo para a colheita de urina.
  Com os meus 92 anos, de bengala, em jejum, desloquei-me, hoje, a pé, penosamente, durante 45 minutos, de minha casa até lá, para a colheita das análises.
  Tiro a senha e, quando chega a vez de ser atendido: as análises estão suspensas!
  E lá vou eu, penosamente de novo, até clínica particular, fazer as análises que me foram receitadas por médico do HFAR!
  Até quando esta degradação?

                              António José de Matos Nunes da Silva
                                            C/Alm Ref


BANDA  DA  ARMADA
Não são necessárias palavras de apresentação.
Sou suspeito, a BA tem vindo a subir de nível/ categoria nos últimos 20 anos. 
Por razões de carreira, tive quatro anos de contactos próximos com a BA.
Para tentar esquecer a falência e a putrefação a que assisto, e a que se junta a que me é relatada de fonte segura acerca de certas instituições prenhes de ambiciosos a olhar o umbigo e ansiosos que chegue o próximo tacho, dei por muito bem empregue o tempo que passei hoje à noite no anfiteatro ao ar livre da Fundação Calouste Gulbenkian.
Um concerto no âmbito do programa evocativo da I GG.
"Vive la Belgique" (Antero da Silva Pereira),  "L'Echo des Tranchées" (Porfírio José da Cruz), "Pagine di Guerra" (Alfredo Casella), "The Planets: Mars, the Bringer of War" (Gustav Holst), "Give us a Day" (David Maslanka), "Retalhos de New Orleans" (Pedro Pires).
Soberbo espectáculo, SOBERBA EXECUÇÃO.
Anfiteatro muito composto  e, naturalmente, vi muita gente da Marinha!

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos) 

domingo, 2 de julho de 2017

Responsaveis por falta de vigilância em Tancos

Concretizando algo que já se conhece:
-O sistema de vigilância electrónica está avariado há 2 anos, portanto desde 2015. Isso impossibilitou a sua monitorização na altura do roubo e impossibilita-o para se investigar quem foram os seus autores.

-DN online, 2-7-2017:
O ministro recordou que "foi tomada, desde logo, uma medida já efetivada, de autorização de realização de despesa, bem para cima de 300 mil euros, para reforço e consolidação das vedações que garantiam proteção exterior destes equipamentos. Em segundo lugar, foi inscrita, e isso é demonstrável na lei de programação militar, uma verba de 95 mil euros, para execução em 2017, de um novo sistema de videovigilância".

- A Lei de Programação Militar (Lei Orgânica 7/2015) foi aprovada em 10-4-2015, publicada em 18-5-2015 e entrou em vigor em 19-5-2015

Conclusão:
A responsabilidade por o sistema não estar já substituído e operacional é exclusiva dos comandantes exonerados? Não há qualquer responsabilidade política? Deste e do anterior MDN? Deste e do anterior Governo. Da AR que aprovou a Lei em 2015?

sábado, 1 de julho de 2017

OBSERVANDO JUNTO ao MAR
Sentado, à beira-mar, em SPedro do Estoril




António Cabral
cAlmirante reformado
(Chapéus há muitos)

quinta-feira, 29 de junho de 2017

SIRESP


Recebido do Engenheiro Brito Afonso um apontamento sobre o Siresp e a problemática associada relativamente à recente tragédia de Pedrógão Grande:

"Face  à  confusão  que  se  estabeleceu,  inicialmente,  na  comunicação social  quanto  ao  género  da  criatura  SIRESP,  demorei  algum  tempo  a perceber que, na realidade, se trata de duas entidades:
- o SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal),   cuja   gestão   e   exploração   operacional   está   atribuída   à Secretaria  Geral  do  MAI,  que  para  o  efeito  dispõe  do  COG  (Centro  de Operação e Gestão)
- a  SIRESP-SA    a  quem  ficou  atribuída,  através  de  uma  PPP,  a responsabilidade pela implantação de toda a rede de comunicação  fixa bem como da sua manutenção (preventiva e correctiva)."

Para ler o apontamento na íntegra podem seguir esta ligação.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Almirante Gago Coutinho

Ainda d'A Voz da Abita, e com a devida vénia, transcreve-se a correcção referida:
Estimados Camaradas,
Como  devem reparado a notícia enviada pela Voz da Abita sobre o programa na RTP Memória dedicado ao Alm. Gago Coutinho tinha uma incorrecção ao referir estar-se em 2009 a comemorar a data do centenário do seu falecimento, quando de facto se comemorava o seu cinquentenário, ocorrido em 18 de Fevereiro de 1959.
Lamentando o lapso cometido agradecemos aos camaradas que tiveram a amabilidade de,  para tal, chamar a nossa atenção.
Como nota final, esperamos que a Marinha dentro de 2 anos comemore os 60 anos passados sobre o falecimento deste seu tão ilustre Oficial.
Saudações Navais

domingo, 18 de junho de 2017

Almirante Gago Coutinho

Com a devida vénia, transcreve-se o recebido d"A Voz da Abita" sobre o Almirante Gago Coutinho:
Caros Camaradas,
Aos que ainda não tenham tido oportunidade de visualizar o excelente documentário realizado pela RTP em 2009, aquando do centenário do falecimento do Almirante Gago Coutinho, vê-lo, ou para alguns mesmo revê-lo, sintonizando a RTP Memória para o dia de ontem, 17 de Junho, onde ele foi exibido pelas 16h37m, com uma duração de cerca de 35 minutos.
Com intervenções oportunas e claras dos Comandantes Malhão Pereira e Proença Mendes.
A não perder por quem, como nós, mantêm vivo o orgulho no seu "Botão de Âncora".

Saudações Navais

terça-feira, 13 de junho de 2017

40º Encontro Nacional de Marinheiros e ex-Marinheiros da Armada e Concerto pela Banda da Armada (Aveiro, 17 de Junho de 2017)

No próximo sábado, dia 17 de Junho, vai realizar-se em Aveiro o 40º Encontro Nacional de Marinheiros e ex-Marinheiros da Armada, organizado pelo Núcleo de Marinheiros da Armada de Aveiro (NMAA), com a colaboração da Associação dos Filhos da Escola do Concelho de Cantanhede (AFECC).


No âmbito deste encontro, a Banda da Armada irá dar um concerto pelas 18 horas, no Largo do Rossio, no centro da cidade, dedicado a toda a população.

SIGA A MARINHA

segunda-feira, 5 de junho de 2017

5 de Junho de 1942: o Afundamento do Lugre Bacalhoeiro "Maria da Glória" pelo Submarino Alemão U94

Completam-se hoje 75 anos que o lugre bacalhoeiro "Maria da Glória" foi afundado pelo submarino alemão U94 a sul da Gronelândia. Estava-se em plena II Guerra Mundial e Portugal era um país neutro. Ao evocarmos este trágico acontecimento, que tanto sofrimento trouxe à comunidade piscatória portuguesa, honremos a memória dos seus 36 mortos e 8 sobreviventes, entretanto também já falecidos.




domingo, 4 de junho de 2017

PORTUGAL contemporâneo
Como (na minha opinião naturalmente) muito bem e secamente comentado tempos atrás, cá temos mais uma vez - os mesmos, sempre os mesmos.
O mesmo partido, obviamente as mesmas fontes (gato escondido rabo de fora), o mesmo OCS, o mesmo jornalista e, talvez, alguma falta de rigor. 
Desconheço como se chegou à decisão em causa e, por isso, não a discuto.
Quem andou cá dentro sabe, perfeitamente, que para lá dos fuzileiros especiais existem muitos meios humanos no CCF e EFZ sem essa preparação/ formação mais apertada. E que têm cursos de nadadores - salvadores.
Pessoalmente lamento muito que do parlamento, e desde há décadas, não haja muito mais escrutínio sobre as acções dos diferentes governos. Se houvesse, a sério, talvez não estivéssemos como estamos.
Mas também lamento, e muito, e acontece há anos, sempre que as coisas passam do escrutínio imperioso num estado de direito para a palhaçada só para encher agendas ou dar alento a eventuais ressabiamentos.
Mas é o que vamos tendo. 
Vindo de alguns nada me espanta. 
Vindo de alguns outros, tenho sinceramente muita pena que assim se prossiga. Será que neste caso que o PCP questiona, a coisa tem pernas para andar?
Não posso deixar de confessar no entanto, que me parece estar a haver agora menos virulência acerca do mesmo assunto de base, comparativamente com situações até Novembro passado.  
Mas posso estar a ter uma sensação errada, admito até que possa estar completamente errado, em tudo.

António Cabral
(Chapéus há muitos)

(retirado do DN), sublinhados meus)

..."O PCP quer saber como e porque é que há militares das Forças Armadas (FA) a "patrulhar as praias" durante a época balnear. Na base do requerimento comunista, enviado quinta-feira ao Ministério da Defesa, está o envio de fuzileiros da Marinha - com cursos de nadador-salvador - para as praias.
O PCP questiona se essas "são missões de colaboração com a autoridade competente ou de substituição" e, a seguir, pergunta "onde vão ser colocados os fuzileiros e quais os critérios para a sua utilização", bem como "quais vão ser, no plano concreto, as suas missões".
A decisão de colocar forças especiais nas praias foi tomada há um mês, após cinco mortes e no que foi qualificada como "situação de emergência". O porta-voz da Autoridade Marítima, comandante Coelho Dias, disse então ao DN que os fuzileiros "não [iam] substituir" os nadadores-salvadores mas "auxiliar os capitães dos portos" - as autoridades marítimas locais - nas ações de sensibilização dos cidadãos para os riscos de passearem junto à linha de água (mar adverso, ondas a rebentar na areia).
Segundo fontes ouvidas pelo DN, importa perceber porque é que as autoridades marítimas locais pediram logo apoio às FA quando há associações de bombeiros e de nadadores-salvadores, ou a Proteção Civil (entre outras estruturas civis), devidamente habilitados para desempenhar aquelas ações de salvamento e socorro.
Segundo a lei, "compete ao capitão do porto, no âmbito do salvamento e socorro marítimos, prestar o auxílio e socorro a náufragos e a embarcações, utilizando os recursos materiais da capitania ou requisitando-os a organismos públicos e particulares se tal for necessário".
As FA são uma estrutura pública que, em democracia e por regra, apenas são chamadas a apoiar as autoridades civis quando estas já não conseguem responder com os meios ao seu dispor. E esse apoio "por parte das FA" exigiria, à partida e segundo a lei, a declaração do estado de emergência no local.
Manuel Carlos Freire